O Governo chinês ficou escandalizado com uma orgia de 3 dias envolvendo 400 japoneses e 500 prostitutas chinesas, num hotel de luxo em Zhuhai, China.
A Ministra dos Negócios Estrangeiros japonesa pediu desculpa, e diz que é lamentável haver pessoas que vão para um país estrangeiro com o intuito de atentar contra a dignidade feminina. Supõe-se que se tivessem ficado no Japão não fazia tão mal.
Os governantes chineses bradam aos 4 ventos contra mais este insulto japonês, ainda por cima no aniversário da invasão da Manchúria. Foi nitidamente organizada para humilhar a Grande Nação, a orgia.
Duas perguntas:
A secção Leituras, ali à esquerda, nunca estava actualizada, e como sou preguiçoso (e o único a editar os modelos) decidimos passar a manter a lista das compras semanais em vez da leitura do momento.
Só falta agora as livrarias portuguesas terem um serviço que permita linkar directamente para os livros, como a Amazon disponibiliza.
Paulo Querido nota com orgulho natural que alguns dos bloggers portugueses mais respeitados estão a trocar o Blogger pelo Weblog.com.pt.
Nestes três meses de Blog Anónimo, foi fácil notar que o serviço que o Paulo (perdoe-me a familariedade) oferece é largas vezes superior ao Blogger, senão vejamos:
Só nos resta dizer Obrigado.
João Castro / Klaas Menno
P.S. Julgo que a verdadeira prova de fogo se aproxima, quando se tornar obrigatório cobrar por alguns serviços (e vai tornar, a julgar pelos números que vão aparecendo na 1ª página). Desejo a melhor sorte ao Paulo, nós por cá continuaremos.
O concerto dos Rolling Stones em Coimbra não serve só para festejar a inauguração do novo estádio.
Os Stones vieram também mostrar (a quem tinha dúvidas) que somos um pequeno país, boquiaberto frente a qualquer foguetório e afogado num orgulho boçal em acolher grandes eventos (de que o concerto de hoje será o expoente máximo este ano).
Não deve ter havido um tele-jornal esta semana sem um mínimo de 10 minutos dedicados ao concerto. Entrevistas a quem vai ao concerto. Filmagens exclusivas de Jagger a entrar no hotel. Perguntas sobre a função de cada um dos camiões de apoio ao concerto. Análises financeiras da empresa Rolling Stones.
Hoje os 10 minutos transformaram-se em 20, e as reportagens montadas em estúdio passaram a directos, os quais interromperão a emissão sempre que se justifique.
Não há paciência. Até porque este estado de coisas está para durar ainda várias gerações.
Segundo Paulo Portas, é melhor um imigrante com integração que dois imigrantes sem integração. Para calar quem ainda duvidava do seu valor.
Quando há uns dias JPP começou abruptamente a publicar algumas notas críticas à Marcha Branca, culminando hoje com a transcrição de um artigo publicado há anos por alturas de uma igual manifestação na Bélgica; confesso que não consegui partilhar o seu pessimismo quanto ao resultado da marcha, a pretensão do povo se substituir ao Estado de Direito.
Hoje ao ver as imagens e as reportagens da Marcha, corri ao encontro dos receios de JPP. Estiveram presentes a desculpabilização de quem trabalha há anos na Casa Pia e andava a olhar para o lado; a condenação sem julgamento; os cartazes a dizer Pedofilia = Castração + Prisão Perpétua; o grito de Rui Teixeira elevado a herói nacional; e até a mãe de um rapaz desaparecido há anos veio dizer que é uma vergonha proteger os criminosos, em vez de os castigar severamente. Presumo que se referisse ao facto de os presos preventivos terem direito a advogado. A perda que sofre todos os dias desde que o seu filho desapareceu não justifica tudo.
Toda esta gente foi para casa sentido-se muito melhor consigo mesmo, e no fundo isso é que importa.
Ao fim de décadas de espera, eles não querem parar. E ainda bem. Depois do Gato Fedorento na SIC Radical, o Inimigo Público às 6ªs, com o Público. São a melhor coisa que aconteceu ao humor nacional.
Ernâni Lopes diz ao Expresso desta semana que como obra humana, a UE um dia pode acabar. Título principal na 1ª página, em letras garrafais: União Europeia pode acabar.
Sugestões de títulos para as próximas semanas:
Embora não concorde com Pacheco Pereira quando diz que o caso do helicóptero de Lamego é igual a tantos outros casos de uso indevido de dinheiros públicos (ou bens ou serviços pagos por dinheiros públicos); concordo quando diz que só há demissões a torto e a direito porque se trata de peixe miúdo.
Entretanto, Rúben de Carvalho e Manuel Monteiro insurgem-se na SIC Notícias contra isto tudo e defendem uma reforma.
Judite de Sousa convidou hoje para a Grande Entrevista o Ministro de Estado e da Defesa, João Maria O-Portas.
O-Portas falou muito, refilou contra uma certa Esquerda, disse que não tinha que se calar por ser de Direita, e chamou intelectual de pacotilha a Pacheco Pereira, e foi mal-educado com a entrevistadora. Enfim, esteve ao nível a que estamos habituados.
Até quando é que o PSD o vai sustentar? Até onde vai a fome de poder absoluto de Durão Barroso? Apoiar gente desta trará algum ganho ao maior partido português?
A muito prometida reforma da Administração Pública, que na boa tradição deste governo passados meses a única coisa que produz são resmas de papel e diz-se que disse, prevê que os funcionários públicos sejam avaliados no desempenho das suas funções.
Mas determina-se desde já que apenas 20% dos funcionários alcançarão o grau Muito Bom, e a Excelente só chegarão 5%. Não vão eles encher-se de brios e trabalhar.
Estes limites serão levantados se a avaliação funcionar bem, segundo a Secretária de Estado. Esperamos ansiosamente que defina funcionar bem. Mas se não definir, esteja descansada, não é nada a que não nos tenham habituado.
Segundo a TSF, o desemprego aumento 26.6% em Agosto. Felizmente para os desempregados, estão num desemprego humanista.
A Igreja Católica não quer raparigas no altar. Como se toda a gente não soubesse já que preferem rapazinhos.
No Terras do Nunca encontrei um link. Na outra ponta desse link, pode ler-se Adriano Moreira, esse comunista empedernido, a dissertar sobre o unilateralismo americano.
Imagino que metade da direita blogosférica com tiques de sabujo maniqueísta esteja neste momento a telefonar à outra metade: E agora? Que motivação escondida podemos arranjar para o gajo?
Isto, claro, os que já recuperaram os sentidos.
Ouve-se e não se acredita: Figueiredo Lopes, o cidadão que recebe o ordenado do Ministro da Administração Interna (e usufrui das mordomias inerentes ao cargo), acaba de dizer que o modelo de combate aos incêndios usado este ano foi uma mais-valia. E mais concluíu, em conjunto com os 18 governadores civis, que a ser usado o modelo anterior ainda teria sido pior. Mostrou depois os dados que apoiavam estas conclusões... ah, não, essa parte da demonstração de resultados saltou.
Não contente, ainda acrescentou que o novo modelo foi pensado para uma situação de normalidade, e não para as condições que se viveram esta ano. E o que é uma situação de normalidade? É quando só desaparecem cem mil hectares de floresta? oitenta mil? Sem incêndios? Então e se as condições anormais se repetirem? Fugimos para Espanha?
Arranjem uma prateleira dourada para o homem urgentemente, ou então processem-no por negligência criminosa.
E por falar em fantoches, caro amigo, por onde andam os altos dignatários do PSD que costumam citar o comissário Solbes e as suas loas à política económica do Governo?
A memória selectiva é com certeza uma das maiores dádivas da Natureza ao ser humano.
A participação de Lisboa no Dia Internacional Sem Carros está reduzida à Calçada do Combro e a outras duas ruas que delimitam a câmara municipal.
O Exmo. Presidente da Câmara justifica esta escolha com o facto de não alinhar em fantochadas, e eu até concordo que a melhoria da qualidade de vida em Lisboa não passa por andarmos todos de tranportes públicos num dia e nos sentirmos todos bem com isso, mas sim com medidas a sério, postas em prática no dia-a-dia, todos os dias.
A coincidência de opiniões fica por aí. Enquanto Santana acha que a solução é alcatroar todos os terrenos baldios existentes para fazer parques; escavar a cidade inteira para fazer parques e aumentar as vias de acesso aos parques; eu gostava mais de ver um investimento sério na melhoria dos transportes públicos; a criação de parques nos nós de acesso a esses transportes e a proibição de trânsito em largas zonas da cidade, acompanhada pelo aumento do preço dos parquímetros (e o fim da EMEL).
Dito isto, não posso deixar de me indignar quando o Exmo. Presidente da Câmara deixa encher o Terreiro do Paço com uma manifestação cultural ou instalação (ou lá como se chama hoje) que consiste em dezenas de barris côr-de-laranja da Galp! Para juntar o insulto à injúria, ainda têem a lata de nos dizer que tal coisa representa a era da energia em que vivemos, e a importância do petróleo. Lindo exemplo!
Por que é que o Exmo. Presidente da Câmara não se muda para a Cidade do México, ou para os EUA? Ficava nas suas sete quintas, e Lisboa e os lisboetas ficavam muito melhor.
Segundo o Expresso, morreram mais 5 pessoas devido ao calor, elevando-se assim o número de vítimas para 9.
O Ministro da Saúde ainda não foi demitido porque ainda estamos longe dos 12 que Guilherme Silva disse que nem eram muitos, no contexto dos incêndios.
Na deambulação diária pelos blogs, deparo-me com um post de Pedro Mexia no seu Dicionário onde advoga, por assim dizer, o não-casamento.
Eu que me julgo exactamente nos antípodas de Pedro Mexia no que aos costumes diz respeito (não consigo partilhar a vontade que os conservadores têem que as coisas permaneçam imutáveis, até porque muitas delas, como o meu excelso colega já aqui referiu, são anteriores ao seu nascimento), penso cada vez mais que o casamento devia ser obrigatório para viver com outra pessoa.
O trabalho e a estopada do casamento, e depois o trabalho e a papelada do divórcio de certeza que evitavam as separações por dá cá aquela palha.
Marcelo Rebelo de Sousa recomenda mais uma vez algumas dezenas de livros que terá lido no último mês, na revista Os Meus Livros de Setembro.
A rúbrica tem sido alvo de algumas críticas nalguns dos blogs mais lidos da nossa praça, precisamente pelo número de recomendações; o leque de temas que abrangem e pelo facto de um dia só ter 24 horas. Embora de facto também me faça alguma confusão, não posso deixar de admirar o fair play de Marcelo, que este mês termina a coluna com uma tirada genial:
Para Outubro, esta coluna vai mudar. Continuará a ter sugestões variadas, usualmente não referidas pelos especialistas. Mas passarei a dar especial relevo a três livros, cada qual a merecer um destaque particular. Que diabo!Tenho que dar o mínimo de satisfação a leitores mais selectivos e a intelectuais mais compassados nas suas leituras diárias. Ou que dormem mais e madrugam menos...
Para além disso, eu não sou de direita.
in Abrupto
Se calhar também não respira; nem come, bebe ou dorme.
Eis-me de volta, com uma semana de férias a mais do que o esperado trocada por uma absoluta semana de cão (esta).
A 1ª semana de férias foi passada na Madeira, um país isolado... herm, não, dizem-me aqui do lado que ainda não é um país per se, que ainda é uma Região Autónoma da República Portuguesa.
Fazendo a viagem aeroporto-Funchal, à chegada, nada leva a crer tal coisa. A 1ª impressão da Madeira (e que foi sendo reforçada ao longo da semana) é o abuso do verde mais exuberante que já vi. Não conheço os Açores, mas no Continente não há nada do género.
A 2ª impressão é o cuidado que se nota em todo o lado com uma imagem de perfeição, mais ou menos como a cidadezinha em Eduardo Mãos-de-Tesoura. Tudo está no sítio certo. Pelo menos até se saír do Funchal...
Saindo do Funchal, a imagem de casa das bonecas de menina rica desvanece-se. O que nunca desaparece é o verde. Mas a julgar pela quantidade de obras (principalmente túneis, dezenas de túneis), todas com a chancela de Governo Regional, Alberto João quer estender a toda a ilha o que o Funchal já tem.
No entanto, caro Alberto, dei por alguns miúdos ranhosos a pedincharem nas esplanadas junto à Sé; bem como por alguns idosos a venderem recuerdos avulsos junto a sítios eminentemente turísticos (pois claro) ou caixotes de fruta, sentados nas bermas das estradas interiores, onde as aldeias avulsas são (muito) mais parecidas com as que conhecemos no interior do País Real. Algo está definitivamente errado no seu paraíso.
Posto isto, voltarei à Madeira? Claro que sim, além da Coral e da poncha; têem o verde mais fantástico que já vi.
P.S. Senhor Primeiro Ministro, ponha os olhos no Governo Regional da Madeira e na sua obra. Défice? Orçamento? Isso é para os outros.
Com base no discurso do Paulinho das Feiras na rentrée do CDS/PP, responda ao seguinte questionário:
O PSD fez uma coligação com:
A actual taxa de desemprego é...:
Tinha prometido não tocar no 11 de Setembro, mas eis que Paulo Querido posta a única matéria digna de atenção sobre o tema.
Subscrevo a 100%, só acrescentando que os que gritam aos 7 ventos A minha pila é mais pequena que a tua (neste caso dá jeito) são os que ao mesmo tempo se arvoram noutras alturas em defensores das pessoas concretas.
Em minha opinião, não se podiam estar mais a marimbar para os mortos, o que lhes interessa é que eles é Que Têem Razão e A Verdade e a Justiça Estão do Seu Lado. E são capazes de usar e escamotear qualquer argumento para o mostrar.
O mui ilustre Marreta Statler acha que as críticas de alguém de esquerda à imposição do Governo do canal 18 passar a codificar o conteúdo para adultos são má vontade contra qualquer coisa que este governo faça, uma vez que o normal é a esquerda a atacar a pornografia por ser um atentado à dignidade das mulheres e uma exploração comercial do corpo.
Como sempre, só são usados os argumentos que interessam, nisso tanto a esquerda como a direita são exímias. Como isso me irrita profundamente, mais do que estar a defender uma dama que não é a minha (a esquerda), respondo-lhe para ventilar a dita irritação.
Caro Statler,
O que se critica, julgo eu, é a imposição pelo Estado de uma qualquer medida de moral e bons costumes. Afinal, eu sempre li a direita a defender que o Estado deve cobrar e aplicar os impostos e pouco mais, não é?
A tentativa de alertar para a aparente contradição da esquerda e desviar a conversa do que realmente interessa foi boa, no entanto.
Já agora, pornografia codificada não deixa de ser pornografia. A não ser, claro, que falemos da mesma direita que temos na questão do aborto, i.é., se a filha da Tatá Pitucha fôr a Londres fazer um tratamento à pele, está tudo bem, ninguém vê.
[Edit]
Esqueci-me de dizer: só quem não quiser é que não vê que esta medida, além da serôdia e salazarista tentativa de moralizar o povo, é mais uma medida para ajudar o Grupo PT, que deve perder fortunas pelos clientes que perde no Sexy Hot e no Playboy Channel para o canal 18. E eu a pensar que a direita era a favor da livre concorrência e contra os proteccionismos...
Vi no blogue da loura-mas-nem-por-isso-burra um link para o Público onde se noticia que Ricardo Araújo e Zé Diogo Quintela vão ter direito a um programa só para eles na Sic Radical (O Melhor Canal de Portugal (tm)).
Viva a Sic Radical! Viva o Gato Fedorento!
... não venderem Coral nem poncha no Continente. Por outro lado, esses dois ingredientes da vida no arquipélago da Madeira explicam por si sós as sucessivas victórias de Alberto João Jardim. Segue-se um post maiorzinho quando tiver conectividade digna desse nome.
Miguel Sousa Tavares consegue não só com 'Equador' um romance excelente (na minha opinião) como também bater aos pontos o patético programa da História liceal. Além de as notas políticas presentes ajudarem a explicar muitas coisas, são perfeitamente actuais e aplicáveis aos dias que correm (pp. 68 e 82). O que não quer dizer que sejam inocentes apontamentos históricos. Imperdível.
Tenho que admitir que gosto de David Justino e daquilo que tem feito, mesmo tendo ainda que ver se fechará cegamente as escolas com número insuficiente de alunos ou se cada caso será analisado individualmente. E é de admirar a tentativa de mudar as mentalidades, dizendo aos professores não colocados para se juntarem, ou de qualquer forma tentarem encontrar uma solução que faça com que deixem de estar dependentes do Estado. Pareceu-me bem, na generalidade, o seu discurso de ontem, mas dizer que 'Já no ano passado tinha avisado' e não colocar 27000 professores não é bem o que a Educação precisa desesperadamente.